Alerta ao Setor de Autoescola

🚨Pesquisa mostra defasagem do valor da CNH cobrado por autoescolas do Ceará

O Sindicato das Autoescolas do Estado do Ceará (Sindcfcs) publicou nesta sexta-feira, 25 de fevereiro, pesquisa realizada pela entidade em que revela análise dos valores dos principais insumos utilizados pelas autoescolas. A pesquisa constatou o aumento de preço de insumos como combustível, pneus e veículos utilizados nas aulas práticas de trânsito para a categoria B (automóvel) entre os anos de 2019 e 2022. De acordo com o Sindicato, a alta chegou a 86% e a principal elevação foi na gasolina, que registrou reajuste de 52% em três anos, passando de R$ 4,27 em janeiro de 2019 para R$ 6,50 em fevereiro deste ano.

O presidente do Sindcfcs, Eliardo Martins, afirma que, mesmo com o aumento dos preços dos insumos utilizados, o valor das aulas práticas das autoescolas no Ceará não foi reajustado. Segundo ele, os valores deveriam ter sido reajustados em, pelo menos, 52% ao longo dos últimos três anos. “Em 2019 os Centros de Formação cobravam, em média, o valor de R$ 850 em 20 aulas práticas e a pesquisa mostrou que, mesmo diante o cenário de dois anos de pandemia e o encarecimento constante dos produtos, o valor cobrado em uma grande maioria das autoescolas no Ceará, continua o mesmo até hoje”, diz.

Eliardo destaca que a entidade realiza constantemente reuniões, palestras, cursos com os associados, compartilhando informações e também dicas para o setor financeiro. Mesmo assim, o setor não coloca em prática. “É preocupante o resultado da pesquisa. As empresas estão entrando em um buraco sem saída e o que mais preocupa é a qualidade na prestação deste serviço, que diminui a cada dia. As autoescolas precisam rever seus conceitos urgentemente sob o risco de chegar a resultados negativos irreversíveis”.

O vice-presidente do Sindcfcs, Alisson Maia, diz que não há por parte do Detran/CE nenhum tabelamento dos serviços das autoescolas do Estado. “Esse assunto precisa ser revisto e debatido. Os serviços das autoescolas são delegados pelo Estado. Precisamos manter a saúde das empresas como também um serviço de excelência ao cidadão e isso só acontece com a prática de um preço justo”, finaliza

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