Direção defensiva: cuidar de si e dos outros

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Eliardo Martins
presidente do Sindicato das Autoescolas do Ceará

Uma das premissas mais populares do universo do trânsito nas grandes cidades é o de que, quando estamos guiando um veículo, é necesário que dirijamos por nós e pelos outros. De uma forma muito simples, esse é o cerne da direção defensiva. Há 15 anos, esse assunto entrou no rol de conteúdos exigidos das pessoas que buscam se habilitar para dirigir veículos no Brasil.

A necessidade de praticar a direção defensiva vem do fato natural de que você, caro condutor, estará nas ruas, avenidas e rodovias ao lado de outros condutores e seus respectivos veículos, além de ciclistas, motociclistas e pedestres. Isso pressupõe que todos consigam chegar aos seus destinos sãos e salvos. Esse pressuposto torna-se ainda mais forte durante o Carnaval, período em que tantas pessoas tomam as ruas para se divertir.

Ter atenção à sinalização de trânsito, olhar os espelhos retrovisores, usar as setas para indicar conversões, respeitar pedestres e pessoas em veículos mais vulneráveis, como os motociclistas e e os ciclistas, são algumas das regras básicas da direção defensiva. E, acima de tudo, não ingerir bebida alcoólica se tiver que dirigir. Além destas, há ainda noções sobre como reagir em situações que podem resultar em acidentes, como reduzir a velocidade em vias com obras.

Ao aprender esses conteúdos já no processo de habilitação, o condutor, quando de posse de sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH), desenvolverá bons hábitos no trânsito, o que resultará em mais segurança para todos.

Estar diante de um volante pode ser libertador, mas a sua liberdade não pode ocasionar risco para os demais. A facilidade de conduzir um veículo, seja particular ou por profissão, pede que estejamos atentos à única e exclusiva tarefa de dirigir.

Desta forma, a direção defensiva propõe que o condutor não se disperse em outras atividades, como olhar as mensagens no celular. Há quinze anos, esse problema sequer existia, mas hoje é um importante fator causador de acidentes – e mortes – no trânsito.

Além de liberdade, conquistar e possuir uma CNH nos exige responsabilidade e também cuidado, não apenas consigo, mas também com os demais.

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